Semana de 21/09 – 27/09/2026
Resumo Semanal de Incêndios em Portugal
A semana em revista
A semana foi dominada por incêndios no interior da região do Viseu, com o concelho de Viseu a ser o principal foco, seguido pela intensa atividade em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto. O ritmo de ocorrências superou o que normalmente se observa nesta altura do outono, mantendo a pressão sobre as equipas de combate. Os focos mais críticos exigiram respostas coordenadas tanto em terra como no ar.
Onde se concentrou
O distrito do Porto concentrou a maior parte dos focos, sobretudo em Vila Nova de Gaia, Gondomar e Santo Tirso. Em seguida, o distrito de Viseu manteve a sua relevância com o concelho de Viseu a liderar a contagem. O distrito de Lisboa também registou atividade significativa, destacando‑se Sintra. Estas áreas foram, de longe, mais agitadas que o resto do país combinado.
Meios empenhados
Equipas terrestres foram concentradas em Vila Nova de Gaia e Viseu, onde as frentes exigiam intervenções contínuas, enquanto helicópteros e aviões de combate sobrevoaram sobretudo o perímetro do Porto e áreas de Viseu. A distribuição dos recursos refletiu a intensidade dos focos, com maior presença aérea nas zonas onde o fogo avançava rapidamente. Em alguns momentos, as unidades foram transferidas de um ponto ao outro para apoiar novas chamas.
Reacendimentos
Os reacendimentos foram registados principalmente em Vila Nova de Gaia, Sintra, Viseu, Seixal e Lisboa, indicando que alguns focos permaneceram vulneráveis mesmo após a contenção inicial. A concentração desses episódios nas mesmas áreas que já apresentavam alta atividade reforça a necessidade de vigilância contínua. Não se observaram reacendimentos fora destes concelhos.
Sinais de satélite
Os sensores satélite detetaram padrões de calor mais intensos nas áreas do Porto e Viseu, confirmando a extensão dos focos observados em terra. Não surgiram anomalias inesperadas; a informação orbital serviu sobretudo para validar a evolução das chamas. Assim, a monitorização por satélite manteve‑se como apoio fiável ao controlo diário.
Perspetiva
Com a atividade ainda concentrada nos principais focos, a tendência aponta para uma manutenção da pressão sobre as equipas, embora a intensidade pareça estabilizar‑se em relação à semana anterior. Espera‑se que a vigilância continue a ser prioritária nas áreas já afetadas. Não há indícios de um declínio imediato.